A relação entre ritos e as categorias de símbolos inclui a capacidade do Tesouro Oculto de irradiar novos aspectos com intensidade e modo adaptados a tempos e lugares para vencer limitações humanas, e tais intervenções fundam religiões e criam símbolos excepcionais que não se reduzem às definições comuns, pois embora todo símbolo tenha identidade misteriosa com seu Arquétipo ele permanece sujeito às condições mundanas, enquanto a Revelação e seus símbolos sacramentais, embora em forma finita, são intrusões de outro mundo e presença real do Infinito no finito, estendendo-se isso às Revelações como Vedas, Pentateuco, Salmos,
Tao-Te-King e Qur’ān e às descidas da Palavra como Avataras, Buddha e Jesus, de modo que não é adequado chamá-los de meros símbolos.
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Irradiação renovada do Tesouro Oculto conforme necessidade e receptividade.
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Intervenções divinas como estabelecimento das religiões.
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Símbolos excepcionais gerados em momentos cíclicos.
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Símbolos ordinários como sujeitos a condições e limites do mundo.
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Revelação como “não criada” e não “of this world” apesar de forma finita.
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Intrusão do Infinito no finito e do transformacional no formal.
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Lista de Revelações: Vedas, Pentateuco, Salmos,
Tao-Te-King, Qur’ān.
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Descidas da Palavra: Avataras, Buddha, Jesus.
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Inadequação de reduzir tais realidades a meros símbolos.
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Para distinguir o símbolo sacramental, a expressão “begotten not made” é transposta para afirmar que ele procede da Fonte por pura radiação e pode ser dito “de uma substância” com o Arquétipo, diferindo dos símbolos comuns.
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Critério anterior: predomínio de radiação sobre projeção.
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Símbolo sacramental como radiação quase pura.
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“Begotten not made” aplicado de modo universal.
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“Of one substance” com o Arquétipo como caracterização.
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A Eucaristia como exemplo de símbolo sacramental tem sua alteridade afirmada também pela Revelação islâmica ao mencionar a Última Ceia no capítulo “The Banquet” como resposta à oração de Jesus por um banquete do Céu que fosse sinal, e a identidade do símbolo sacramental com o Arquétipo funda o rito esotérico universal de invocar o Nome divino, como no japa-yoga hindu e equivalentes, garantidos pela verdade sufi de que o Nome é o Nomeado.
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Eucaristia como exemplo central.
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Qur’ān V: 114 associado ao pedido de Jesus e dos discípulos.
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Banquete do Céu como festa para primeiros e últimos e como sinal.
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Dogma islâmico de que o Qur’ān é “não criado”.
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Identidade sacramental como base da invocação do Nome divino.
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japa-yoga como união pela invocação.
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Fórmula sufi: “the Name is the Named”.