O aspecto qualitativo da manifestação identifica-se com os arquétipos ou ideias, termos que em
Platão representam as essências transcendentes e em
Aristóteles as essências imanentes às coisas.
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O termo eidos, utilizado por
Aristóteles para designar a espécie, refere-se a uma natureza puramente qualitativa que é independente do número de indivíduos e não sofre variações de grau.
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As ideias de
Platão guardam uma filiação direta com os números de
Pitágoras, que devem ser entendidos em sentido qualitativo e analógico, e não como números quantitativos ordinários.
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A oposição entre as perspectivas de
Platão e
Aristóteles é frequentemente exagerada por comentadores sistemáticos, pois ambos tratam do lado essencial e qualitativo da manifestação em níveis distintos.
A quantidade vincula-se ao lado substancial da existência, conforme a máxima de
São Tomás de Aquino de que o número reside no lado da matéria, entendendo-se aqui matéria como a substância ou potencialidade pura.
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O conceito escolástico de materia prima é o equivalente de Prakriti na doutrina hindu, representando o polo passivo e puramente potencial da manifestação universal.
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A obscuridade que envolve o termo matéria decorre de sua natureza substancial e foi agravada pelos desvios conceituais da física moderna.
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A análise da relação entre quantidade e substância exige uma investigação sobre os diferentes sentidos do termo matéria, questão que se situa na raiz do estudo da crise do mundo moderno.