A intuição intelectual difere da intuição bergsoniana:
Bergson criticou em termos frequentemente exatos a razão e quebrou o espartilho do racionalismo, mas o que propõe é uma intuição de ordem infra-racional — o élan vital está mais próximo do instinto que da verdadeira inteligência; seu sistema é subversivo porque coloca no cume da hierarquia das faculdades aquela que deveria ocupar o último lugar; se para
Bergson a realidade suprema está no devir, toda metafísica é radicalmente impossível, pois seu objeto é precisamente o que está além do devir e escapa totalmente à duração pura; René
Guénon em
Orient et Occident e Frithjof
Schuon em
L'oeil du coeur desenvolvem críticas análogas às filosofias evolucionistas, incluindo as derivadas de Teilhard de Chardin.