Eckhart afirma: segundo seu modo de natividade eterna, ele foi eternamente, é agora e permanecerá eternamente; o que é como criatura temporal morrerá e se aniquilará, pois está entregue ao tempo; mas na natividade eterna nasceram todas as coisas — ali o homem foi causa de si mesmo e de todas as coisas, e se Deus é Deus, o homem é uma causa disso; esse trecho, não condenado pela Bula de João XXII, mostra que para compreender o mistério da alma é preciso ir além da causa e do Deus criador concebido como Deus-causa.