Em Platon encontra-se no Banquet a utilização de symbolon em perspectiva mística e metafísica, quando Aristophane afirma que cada um é um símbolo de homem por ter sido cortado como limanda e por isso buscar sempre o próprio símbolo, o que permite a Guigniaut reconstruir o sentido primitivo como coisa composta de dois e seguir a ampliação progressiva do termo até sua inserção na esfera religiosa e mistérica.
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Referência: Platon e o Banquet, passagem 191 d.
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Personagem citado: Aristophane.
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Fórmula: anthropou symbolon.
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Imagem: corte à maneira das limandas.
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Consequência: de um ser surgem dois.
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Busca do próprio símbolo como busca da metade correspondente.
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Autor citado: Guigniaut e sua dissertação.
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Sentido primitivo proposto: coisa composta de dois.
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Uso hospitalar: tabletes quebrados, symbola, symbolaia, tesserae hospitales.
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Conservação pelas partes como gage de contrato mútuo.
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Extensões: gage, signo de reconhecimento, palavra de ordem, tesserae militares, palavra convida, anel nupcial.
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Evolução semântica: signo em oposição à coisa significada.
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Inserção religiosa: relações homem-deuses não explicáveis, apenas interpretáveis.
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Relação com doutrina secreta e culto superior nos mistérios.
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Emblemas e fórmulas dos iniciados como símbolos de reconhecimento.