O ciclo das festas cristãs mais antigas e solenes, Natal, Páscoa, São João de verão e São Miguel de outono, situa-se nos equinócios e solstícios e corresponde diretamente ao zodíaco, sendo que os solstícios coincidem com São João de inverno e Natal de um lado e São João de verão do outro, e os equinócios com a Páscoa e a festa de são Miguel.
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A tradição pitagórica dá ao solstício de verão o nome de Porta dos Homens porque conduz à metade descendente do zodíaco e aos Infernos, símbolo dos estados inferiores do ser.
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As chaves de são Pedro figuram o depósito do conhecimento em todos os domínios, a entrada do Paraíso terrestre e da Jerusalém celeste, o poder de ligar e absolver; são João Evangelista celebrado no solstício de inverno abre a Porta dos Deuses sobre a metade ascendente do zodíaco.
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Do alto ao baixo do portal, a cena do Juízo Final comanda, por sua finalidade temível, tanto a história universal e o ritmo da natureza quanto a humilde vida do cristão, sendo que todos os ciclos secundários que se repercutem no tempo e no espaço vêm se concentrar na quintessência do sacrifício do cordeiro e nas fases da liturgia, sobre as quais a arquitetura se modelou para oferecer o magnífico asilo de sua roupa de pedra.