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| - | ====== NOME DE JESUS ====== | ||
| - | //CANTEINS, Jean. Mystères et symboles christiques. Paris: Rocher, 1996// | ||
| - | Segundo Jean Canteins, em seu livro MISTÉRIOS E SÍMBOLOS CRÍSTICOS, à representação " | ||
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| - | Canteins examina a alegação de paternidade deste monograma, na adoração do Nome de Jesus por Bernardino de Siena. Os dados históricos entretanto não batem, o monograma antecede em muito a vida do santo no século XV. Em seguida, Canteins refere-se a alguns objetos de arte cristã que representam o monograma na tentativa de compreendê-lo no simbolismo representado. Finalmente passa a sua análise linguística, | ||
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| - | O monograma IHS impõe à arqueologia cristã várias questões que não são capazes de solução plena nos estado atual das coisas. Esta sigla triliteral do Nome de Jesus, teria sua sua procedência ocidental, por sua composição por apenas letras latinas tiradas do nome latino de Jesus: IESUS. Mas esta primeira consideração depara com o fato de que a letra mediana H não pode ser assim explicada. Sua presença não pode se justificar de nenhuma maneira, por este caminho, contrariamente a I e S que correspondem à letra inicial e terminal. | ||
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| - | Seria então o monograma derivado do nome grego de Jesus? O nome grego Iesous (maiúsculas IHCOYC) teria as duas letras iniciais do monograma IH mas não a terceira letra tipicamente latina, S, embora equivalente latino ao Sigma grego, cuja presença aqui é no entanto inexplicável, | ||
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| - | Examinando em detalhe a questão, constata-se a existência das siglas IHS — XPS, para designar o Cristo, desde o século VIII. XPS é sem contestação posto em lugar de XPC, quer dizer pelas duas primeiras letras e a última letra de Christos, XPICTOC. X e P = Chi e Rho maiúsculos; | ||
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| - | Trata-se de uma manipulação linguística sem grande gravidade, que uma vez o monograma adotado pelos fieis e se tornando objeto de veneração, | ||
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| - | A ambiguidade se dá plea presença de letras tendo duplo pertencimento, | ||
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| - | Canteins examina antes de prosseguir nesta análise o Nome de Jesus em hebraico, na tentativa d encontrar subsídios a uma interpretação mais justa do monograma (v. Jesus). Sua análise vai até a Cabala Cristã de Reuchlin, concluindo com referência às considerações de Jacob Boehme que segundo ele teria sido induzido em erro pelos cabalistas cristãos. Assim quando Reuchlin aforma que o Nome de Jesus é mais eficaz que o Nome IHWH, não se trata de uma petição de princípio, mas de um ato de fé respeitável em um cristão. Por outro lado, quando adiciona que com o Nome de Jesus YHSHVH o Tetragrama é pronunciado “muito mais justamente” (longe rectius), qualquer hebraizante se dará conta que extrapola e sua “hebraicidade” é falseada por visões impuras. O Nome do Filho de Maria não pode ser, cabalisticamente falando, uma pronúncia “melhor” do Nome de Deus a menos que se fa;ca de Jesus a forma críptica do Tetragrama inefável dos judeus. | ||
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| - | Retomando o IHS Canteins começa por examinar o par IS, suficientes a determinar o Nome de Jesus por serem sua letra inicial e final. I e S representam essencialmente as formas respectivas da reta e da curva. | ||
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| - | I, reta vertical, simboliza a Unidade, o Princípio, a Essência, na medida que as letras são representações sonoras e gráficas de tudo que é. Foneticamente e numericamente, | ||
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| - | Enquanto reta vertical o I tem duplo sentido: como reta, representa o retilíneo, o rígido, o duro, o inalterável, | ||
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| - | Uma reta se define por dois pontos. A vertical I supõe um “ponto baixo” e um “ponto alto”, fazendo assim alusão à dupla natureza de Jesus: humana pelo “ponto baixo”e divina pelo “ponto alto”. Pode-se ainda interpretar segundo o Filho mas, posto que este procede do Pai, pode-se conceber também que a vertical sai do Filho pelo “ponto baixo” (a “Terra”, | ||
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| - | Voltando-se agora para o S, do monograma IHS, nota-se que como curva o S exprime, paralelamente o múltiplo, a substância e os “acidentes”; | ||
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| - | Combinando as duas letras I e S, se tem um emblema similar àquele de Esculápio: o pau axial ao redor do qual se enrola uma (ou duas) serpente, símbolo pelo qual o médico divino ficou reconhecido. Jesus tem uma imagem de terapeuta, curandeiro, muito reconhecida (v. Philokalia-Therapeutes). Muitas vezes se aplica o termo grego “iatros” (“aquele que cura”, “médico”) a Jesus (v. também Couliano Iatromantes). | ||
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| - | Canteins passa então à analise do H, do monograma IHS. Esta letra permanece misteriosa, mesmo identificada ao eta grego, segunda letra do nome grego de Jesus. Sua posição mediana entre I e S, a torna um “istmo”, | ||
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| - | H é um signo duplo e reversível. Pode ser visto duplo em sua “dualidade horizontal”, | ||
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| - | É notável que homens vivendo muito antes que o Cristo, gregos considerados pagãos, tenham reconhecido uma conexão com o “espírito”, | ||
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